Muitos acreditam que avaliar metais preciosos, como o ouro, é uma tarefa simples.
No entanto, essa percepção está longe da realidade. A maioria das avaliações realizadas no mercado popular é feita por pessoas com pouca ou nenhuma qualificação técnica — os chamados “riscadores de pedra”.
Esses profissionais, frequentemente sem formação adequada, utilizam métodos rudimentares e, não raro, adotam uma postura ríspida, pouco receptiva e desinteressada em explicar o que estão fazendo. Essa atitude, por vezes, visa intimidar o cliente ou mascarar sua limitação técnica, criando um ambiente de desinformação.


Avaliação de Metais Preciosos e Requisitos profissionais
A avaliação correta de metais preciosos exige conhecimento em química, metalurgia e gemologia. Um especialista entende que o ouro utilizado em joias é sempre ligado a outros metais — como prata, cobre ou paládio — para atingir o teor desejado (como 18k ou 14k). Cada liga possui um comportamento diferente quando submetida aos testes com ácidos, os quais, por sua vez, não revelam a composição completa, apenas reagem com a camada superficial do objeto. Isso significa que uma peça folheada ou com ligas internas diferentes pode enganar um avaliador inexperiente.
Uso de Materiais para Avaliação de Joias e Ouro
O uso da pedra de toque e dos ácidos, embora tradicional, é limitado e impreciso. Esses testes indicam apenas a presença ou ausência de ouro na superfície, não avaliam pureza interna nem detectam outros metais que podem interferir no valor real da joia. O tempo de reação, a forma de aplicação e a análise comparativa com padrões são essenciais para se obter resultados minimamente confiáveis — e muitos avaliadores populares sequer conhecem essas nuances.
Portanto, como profissional do setor, aconselho: escolha cuidadosamente onde você leva suas peças para avaliação. Um avaliador competente irá não apenas aplicar testes com conhecimento técnico, mas também explicar o processo com clareza, transparência e respeito. O atendimento deve ser didático, não impositivo. Em um mercado onde gramas valem centenas de reais, a diferença entre um amador e um especialista pode representar um prejuízo considerável. Priorize sempre profissionais qualificados, com formação reconhecida, equipamentos adequados e compromisso com a ética.