Investir em joias não é uma novidade — é uma prática histórica que se mostra cada vez mais inteligente, especialmente em tempos de incertezas econômicas. Quem adquiriu ouro ou joias de qualidade nos últimos 10 ou 15 anos hoje comemora, e com razão: o ouro quintuplicou de valor nesse período, superando com folga diversas outras modalidades de investimento tradicional, como imóveis ou renda fixa.


Joias perdem o valor?
Ao contrário do que muitos pensam, as joias não perdem valor por estarem usadas ou desgastadas. O que importa, em primeira instância, é o metal que as compõe — e, neste caso, o ouro lidera como ativo mais líquido, seguro e valorizado. As pedras preciosas naturais também são excelentes ativos, especialmente quando bem lapidadas, com origem certificada e com demanda internacional.
O colecionismo de alta relojoaria é uma tendência global
Relógios de grandes marcas, como Rolex, Audemars Piguet, Patek Philippe ou Jaeger-LeCoultre, também são reconhecidos como bens de investimento sólido. Mais do que um acessório, essas peças são moedas de troca de alto padrão. Em muitos mercados, são até mais aceitas do que o próprio dinheiro em papel. O colecionismo de alta relojoaria é uma tendência global e cada vez mais investidores diversificam parte de seus recursos em bens de luxo que podem ser usados e valorizados ao longo dos anos.
Entre as vantagens desse tipo de investimento estão:
Alta liquidez em mercados nacionais e internacionais;
Custo de manutenção reduzido (em comparação com obras de arte ou imóveis);
Facilidade de transporte e armazenamento seguro;
Possibilidade de uso pessoal sem comprometer o valor.
Contudo, é importante destacar uma prática ultrapassada: o penhor de joias na Caixa Econômica Federal, embora ainda existente, deixou de ser vantajosa. Além dos juros altos e dos prazos rígidos, há riscos sérios de perda da peça, especialmente quando o proprietário não consegue resgatar no tempo previsto. Trata-se de uma opção emergencial que não deve ser considerada estratégica.
Meu conselho profissional é claro: trate suas joias como patrimônio e não apenas como adorno. Elas podem representar segurança financeira, reserva de valor e até mesmo uma ponte para boas oportunidades no futuro. O segredo está em adquirir peças autênticas, com materiais nobres, marcas reconhecidas e procedência certificada. Com isso, você não apenas desfruta da beleza, mas protege e multiplica seu capital.