É comum ouvir que joias valem mais no exterior do que aqui no Brasil — e, de modo geral, isso é verdade, embora existam exceções. Essa diferença de valor ocorre principalmente por dois motivos principais: a maior demanda internacional e a valorização cambial.
Nos mercados da Europa, Ásia e América do Norte, há uma concentração muito maior de compradores dispostos a pagar preços premium por joias de alta qualidade. Essa demanda elevada gera maior liquidez e competição, o que naturalmente eleva os preços praticados. Além disso, as transações são feitas em moedas fortes, como o dólar, euro ou libra, que possuem valor superior em relação ao real brasileiro, ampliando a percepção de valor.


O Brasil no cenário
O Brasil é o 14º maior produtor mundial de ouro, mas a maior parte da sua produção é destinada à exportação, principalmente para a União Europeia, com países como Alemanha, Itália, República Tcheca e Portugal sendo grandes importadores. Isso explica por que muitas joias produzidas ou montadas no Brasil acabam circulando nesses mercados e alcançando preços mais altos.
No entanto, o Brasil possui regulamentações específicas que afetam o comércio local de metais preciosos. Por exemplo, é proibida a negociação de ouro puro (24 quilates) em barra oriundo do garimpo ou mineração informal, principalmente por questões legais relacionadas à rastreabilidade e origem. Isso não impede, entretanto, a comercialização e transporte de joias acabadas, que possuem documentação e procedência claras, tornando-se ativos móveis legais e reconhecidos.
Para quem atua ou deseja atuar no mercado brasileiro, o conselho é:
compreenda profundamente as regras locais, conheça as diferenças de mercado e esteja atento às oportunidades globais. O transporte e a venda de joias para o exterior podem representar excelente alternativa para obtenção de melhores preços e maior rentabilidade, desde que respeitadas as normas alfandegárias e fiscais.
Por fim, é fundamental investir em certificação, documentação e laudos técnicos, que garantem a legitimidade e o valor das peças tanto no Brasil quanto no exterior. Assim, o profissional ou investidor estará preparado para atuar em um mercado globalizado, aproveitando as vantagens e minimizando riscos.