O que muitos não sabem é que uma peça autêntica pode ter seu valor multiplicado por até cinco vezes — ou mais — apenas por ser original de uma marca reconhecida. No mercado de joias e relógios de luxo, marcas como Rolex, Cartier, Patek Philippe, Piaget ou Van Cleef & Arpels agregam valores altíssimos pela assinatura e pela história que representam. Dizer que uma peça é original, portanto, é uma afirmação que carrega grande responsabilidade técnica e jurídica.


Ambiente de Trabalho
Esses profissionais não operam em bancadas improvisadas. Trabalham em oficinas bem estruturadas, com ferramentas específicas, muitas vezes fabricadas sob medida, para garantir a exatidão exigida pelo trabalho com metais e pedras preciosas.
Cada um é responsável por uma etapa crucial do processo criativo e produtivo:
O ourives é o construtor da joia. Ele domina o metal e suas ligas, criando a estrutura física que dará forma ao projeto. Realiza soldas milimétricas, produz peças maciças ou ocas, molda fios, lamina chapas, aplica texturas, e prepara a base para o cravador. É ele quem define, por exemplo, o teor da liga de ouro (como 18k ou 14k), fundindo os metais com precisão. Sua experiência é decisiva para garantir resistência, acabamento e simetria.
O lapidador é o especialista em revelar a beleza escondida nas pedras. Seu trabalho exige exatidão quase cirúrgica: qualquer erro em ângulo, proporção ou polimento pode inutilizar uma gema valiosa. Ele deve considerar não só a estética, mas também o aproveitamento de material, a simetria óptica e o grau de brilho. Em gemas como diamantes, a lapidação correta é determinante para seu valor final.
O cravador atua como o finalizador da obra, o que muitas vezes não recebe o crédito merecido. Sua função é fixar as gemas com segurança e elegância, integrando as pedras à peça de forma harmoniosa. Seu trabalho exige sensibilidade para não danificar as gemas nem comprometer o design. Um cravador qualificado transforma o brilho da pedra em protagonista, sem sobrepor ou enfraquecer o conjunto da obra.
Cada um desses mestres carrega anos de prática, sensibilidade artística e domínio técnico. Investir em joias, portanto, é também valorizar o trabalho desses profissionais — que, longe dos holofotes, são os verdadeiros responsáveis pela excelência que o cliente final recebe.
Como conselho, destaco: ao encomendar ou avaliar uma joia, questione sobre quem a executou. Grandes joias são assinadas não só pelo designer, mas também pela mão talentosa de quem a fez nascer. Conhecer e respeitar esses profissionais é parte essencial para quem deseja atuar ou investir seriamente no mercado de joias.